O uso incorreto dos medicamentos é um dos grandes problemas enfrentados pelas pessoas que têm asma. Elas gastam dinheiro e não atingem o objetivo terapêutico desejado: controlar a enfermidade. Não é por acaso que a asma é a responsável por 350 mil internações ao ano e a quarta causa de hospitalização pelo Sistema Único de Saúde – SUS (IV Diretrizes para o Manejo da Asma/Jornal Brasileiro de Pneumologia). No ano de 2005, foi próximo de R$ 96 milhões, o gasto público com as hospitalizações pela doença, que atinge perto de 20% dos brasileiros com idades entre 6 e 7 anos e 13 e 14 anos (ISAAC – The International Study of AsthmaAllergies in Childhood).

A efetividade dos tratamentos é um grande desafio, especialmente para a rede pública. Neste dia 21 de junho, Dia Nacional de Combate à Asma, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) alerta que os farmacêuticos devem ter participação ativa no cuidado às pessoas com asma. O conselho destaca que eles podem e devem contribuir para que os pacientes obtenham os melhores resultados com os seus tratamentos e aumentem o conhecimento que têm sobre a doença, além de desenvolver a habilidade para utilização dos dispositivos inalatórios. A técnica de uso de alguns aparelhos é complexa, o que dificulta a adesão do paciente ao tratamento.

“Muitos pacientes interrompem o tratamento por desconhecerem que possuem uma doença inflamatória crônica e que necessitarão de diferentes medicamentos em momentos distintos. Alguns, por exemplo, são indicados para as crises e outros, como tratamento de manutenção. Temos um papel importante na orientação das pessoas e também no controle da doença”, destaca Josélia, conclamando os colegas de todo o país a prestar sua contribuição na mudança do cenário de desinformação que reina entre boa parcela das pessoas que vivem com a doença.

A farmacêutica clínica conta que iniciou a carreira no interior de Minas Gerais. Lá ela pôde ajudar muitos pacientes com asma a ter melhor qualidade de vida. Josélia Frade orienta o paciente ou familiar a somente sair da farmácia com a orientação sobre o uso correto do medicamento. Ela dá dicas importantes, como o uso de etiquetas para marcar o horário e o número de doses a serem administrados, a utilizarem o broncodilatador primeiro que o corticoide, a identificar se as doses acabaram, etc. “A maioria das bombinhas presentes no mercado não tem marcador de dose. Para verificar se ainda tem medicamento no cilindro metálico, basta retirar o recipiente e colocá-lo num copo d’água. Se afundar, ainda tem. Se boiar acabou.”

Em comemoração ao dia 20 de janeiro, Dia do Farmacêutico, por três meses o CFF manteve no ar uma campanha com dicas aos pacientes crônicos. As dicas do personagem Caio, um garoto com asma que aprendeu com o seu farmacêutico várias estratégias para seu tratamento e para controlar a doença, estão publicadas no site cuidadofarmaceutico.org.br. Para acessar clique em Dicas. Outra ferramenta importante que o paciente pode utilizar para auxiliar em seu tratamento é o aplicativo asmasms.ta-na-hora.com, do Ministério da Saúde.

Pessoas com asma têm tosse frequente, prolongada, geralmente durante a noite – com secreção ou não – chiado no peito, cansaço e dificuldade para respirar. Mudança de tempo, poeira, pelo de animal, infecções respiratórias, mofo, cheiros fortes, esforço físico e estado emocional, estão entre os fatores que podem desencadear as crises.

Para que os farmacêuticos atualizem seus conhecimentos em relação à doença e possam auxiliar pacientes que recorrem aos serviços de saúde onde eles trabalham, Josélia Frade indica uma série de textos e publicações, acessíveis nos links abaixo.

Livro

Técnicas de uso de dispositivos inalatórios – Autora: Josélia Frade (CLIQUE AQUI)

 

Vídeo-aula

Cuidado farmacêutico a pessoas com doenças respiratórias” – (CLIQUE AQUI)

 

Publicação do Ministério da Saúde

Cadernos de Atenção Básica – Doenças Respiratórias Crônicas – (CLIQUE AQUI)

 




Fonte: CRF- MT

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