Ganho de peso, suor excessivo, cabelos ou pele sem vida… Podem ser os hormônios?

Pesquisas científicas alertam as mulheres para um dado importante: estima-se que uma a cada quinze mulheres desenvolve algum tipo de disfunção hormonal em seu organismo. Infelizmente muitas mulheres desconhecem totalmente que a disfunção hormonal acarreta uma série de alterações clínicas e metabólicas.
Sintomas de disfunção hormonal 
Cabelos opacos, pele ressecada, perda ou ganho de peso sem motivo aparente, menstruações desreguladas, tudo isso pode ser sintoma de uma possível disfunção hormonal. Estas alterações podem ser estimuladas por diversos motivos, entretanto, a genética é sempre uma questão determinante.
O descontrole hormonal pode acontecer em qualquer faixa etária e classe social. A hereditariedade é que estará mais associada ao aparecimento do problema. Outros sintomas também podem surgir: depressão, irritabilidade, sensibilidade ao frio e baixa libido, que também afetam as relações pessoais e a qualidade no trabalho.
É importante que a mulher, desde a adolescência, tenha o hábito de fazer consultas regulares com ajuda profissional qualificada para suas questões de saúde e também nutricionais e psicológicas. Cada organismo reage de uma forma o que, muitas vezes, pode dificultar um diagnóstico preciso de uma disfunção hormonal. O que se deve evitar é ter um sintoma de ansiedade que só aumenta sem investigar.

Causas e consequências
Ainda não é possível evitar que o corpo entre em desordem hormonal, mas alguns hábitos podem potencializar os sintomas. Fumo, bebidas alcoólicas e uso de pílula anticoncepcional não são, na prática, causas de desequilíbrios hormonais, mas podem contribuir para o aparecimento do problema.
Atualmente, temos mais um fator muito significativo ao que se refere à disfunção hormonal: estresse. O cortisol que circula no organismo da pessoa estressada é um hormônio produzido pelas suprarrenais e afeta o sistema imunológico, além de aumentar a pressão arterial e a glicose no sangue.
Problemas como o hipotireoidismo são tratados com reposição hormonal, o que faz com que seja preciso encontrar uma dose adequada individualmente. A gravidez também pode provocar um descontrole hormonal. Na gestação, o ciclo menstrual é suspenso por alguns meses e o organismo é exposto a outros hormônios além da progesterona e do estrógeno, como a prolactina. A síndrome do ovário policístico também é um dos grandes causadores destas “bagunças” hormonais.
Mediante a estas questões, a obesidade é um fator estimulante para uma série de alterações metabólicas que também fazem parte das disfunções hormonais, tais como, a resistência à insulina e consequentemente o diabetes.
O papel da nutrição
Restabelecer o equilíbrio bioquímico do organismo da mulher traz benefícios para esta questão da disfunção hormonal. É preciso orientação nutricional que considere as características individuais da mulher. Escolhas nutricionais saudáveis fazem parte da estratégia de equilíbrio hormonal, lembrando que uma dieta saudável regular deve ser prazerosa!
Dicas para seu plano alimentar:
•   Baixa ingestão de gorduras saturadas;
• Consumo de ótimas fontes de gorduras monoinsaturadas e polinsaturadas (com proporções adequadas entre Ômega 3 e Ômega 6);
•   Fibras, vitaminas e sais minerais, alimentos antioxidantes e com baixo índice glicêmico.
Considere estas dicas ao montar o cardápio, elas ajudarão a atenuar os sintomas e também vão contribuir para o controle e a perda de gordura corporal e gordura visceral. Esta segunda está intimamente associada às alterações metabólicas e ao risco cardiovascular, como a resistência à insulina e diabetes.
Algumas sugestões:
Castanhas, nozes, sardinha, frutas e vegetais folhosos ricos em ferro, selênio, zinco, vitamina C, complexo B, D e E, carboidratos de absorção lenta, optando por fontes integrais, carnes magras, além de derivados lácteos desnatados são ótimas opções.
E não deixe a peteca cair!
Compreenda o que acontece com seu corpo e aceite que algumas disfunções hormonais são decorrentes da hereditariedade ou da mudança de faixa etária.
Estimule-se sempre. Pratique exercícios, escolha alimentos saudáveis, sem punição (o prazer de comer não deve ser sacrificado), e tenha sempre orientação profissional.
Isso tudo aliado a estar de bem com você mesma já ajuda muito a prevenir ou atenuar os sintomas das diferentes disfunções hormonais!

 




Fonte: Com informações de Ig  e Site Farmacêutica Curiosa

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