Testosterona é um hormônio necessário para o desenvolvimento das caraterísticas sexuais masculinas e é produzido nos testículos.

No entanto, mulheres também produzem testosterona, mas em quantidades muito menores do que nos homens.

Se os níveis de testosterona estão abaixo do normal, no homem pode ser necessário um tratamento de reposição hormonal.

Este hormônio é responsável pelo aumento de massa muscular, regula o humor, mantem a densidade óssea e promove a produção de espermatozoide no homem.

Entretanto, os níveis de testosterona diminuem à medida que os homens envelhecem. Às vezes, esse nível mais baixo de testosterona associado ao envelhecimento é denominado “andropausa” ou “menopausa masculina”.

Os sintomas da andropausa incluem humor irritável, diminuição do interesse sexual, sensação de calor intenso, fadiga, fraqueza e depressão.

A medida que envelhece, o homem diminui a produção de vários hormônios, principalmente os chamados esteroides sexuais.

A redução dos níveis de testosterona é considerada natural após os 40 anos de idade, diminuindo cerca de 1% ao ano e torna-se mais aparente depois dos 50 anos. Essa queda hormonal pode ou não levar a um quadro de andropausa. Nos casos em que acontece, não há uma faixa de idade determinada para que os sintomas tenham início, embora eles apareçam frequentemente entre os 60 e 70 anos de idade.

Uma possível precocidade neste processo pode ser explicada através de fatores como estilo de vida, dieta, tabagismo, drogas, álcool e estresse físico ou psíquico, além de doenças crônicas como diabetes, artrite reumatóide, ateromatose (formação de placas de ateromas no interior dos vasos), insuficiência hepática, renal ou pulmonar e, o uso de medicamentos como antihipertensivos, neurolépticos, cetoconazol e corticoides.

No entanto, a andropausa pode ser considerada uma alteração associada ao processo de envelhecimento, níveis muito baixos de testosterona, devem ser tratados por um profissional especializado, neste caso um urologista.

Indivíduos que tem níveis baixos de testosterona associado a andropausa podem apresentar diminuição de massa muscular, obesidade, testículos pequenos, quedas de pelos corporais, ginecomastia (aumento dos seios) e diminuição de massa óssea – neste caso o idoso tem um risco maior de desenvolver osteoporose.

Entretanto, não se sabe de fato se os sintomas da andropausa são causados pela diminuição de testosterona, ou se são decorrentes de outras alterações no complexo mecanismo de controle hormonal do organismo, como também existem dúvidas se é uma adaptação fisiológica ao envelhecimento ou um evento patológico. 

Sinais e sintomas da diminuição da testosterona

A diminuição nos níveis de testosterona necessariamente não afeta a prática sexual, no entanto pode ocorrer em casos de indivíduos com níveis muito baixos perda da libido ou interesse sexual.

Baixo nível deste hormônio, em alguns casos, pode tornar o sexo mais difícil, pois alguns homens apresentam dificuldade de ter uma ereção ou até mesmo manter.

Mas, deve ficar claro que não somente baixos níveis de testosterona pode provocar perda de libido. Outros fatores como estresse, privação do sono, depressão, doenças crônicas, uso de algumas drogas como antidepressivos podem interferir na prática sexual.

No entanto, quando pensamos em fertilidade, baixos níveis de testosterona podem interferir na produção de espermatozoide, e dependendo da quantidade de hormônio produzido, o portador deste agravo pode ser incapaz de se reproduzir, pois a testosterona é responsável pela produção de espermatozoide. 

Causas da diminuição deste hormonio

Embora o aumento da idade seja a causa mais comum da diminuição dos níveis de testosterona nos homens, pode; haver outras causas, entre elas:

– Diabetes

– Doença renal

– Doença hepática

– Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

– Lesões nos testículos

– Problemas na glândula pituitária

– Tratamento a base de radiação

– Quimioterapia

– Uso de drogas esteroides 

Testes diagnósticos

Testes para níveis de testosterona são feitos com uma amostra de sangue que deve ser coletado no período da manhã, quando os níveis de testosterona são mais elevados, que pode ser feito com duas amostras em dias alternados à fim de verificar a consistência nos níveis de testosterona.

Níveis normais de testosterona variam de cerca de 300 a 1000 nanogramas por decilitro (ng/dL), embora alguns laboratórios considerem 200 ng/dL como o ponto de corte para testosterona baixa. 

Terapia de reposição hormonal

Portadores de níveis baixos de testosterona, podem ser tratados por um endocrinologista ou urologista, que podem sugerir a terapia de reposição hormonal, que objetiva aumentar os níveis deste hormônio na corrente sanguínea, no sentido de fortalecer ossos e músculos e aumentar o desejo sexual. Entretanto, esta terapia só é recomendada em indivíduos que apresentam níveis muito baixos no sangue.

Embora a terapia de testosterona seja utilizada em casos de hipogonadismo, os riscos e benefícios deste tratamento a longo prazo ainda não são conhecidos porque esses estudos ainda estão em andamento.

A testosterona não deve ser administrada a homens com câncer da próstata, apneia do sono e câncer de mama. Em alguns indivíduos, a terapia com testosterona deve ser interrompida se os riscos superarem os benefícios.

Efeitos colaterais da terapia com testosterona

– Próstata aumentada

– Acnes

– Aumento de glóbulos vermelhos – eritrocitose

– Inchaço dos pés ou tornozelos

– Infertilidade

– Inchaço ou dor nas mamas

Mas atenção, a terapia com testosterona é recomendada somente na presença de um ou mais sintomas atribuíveis ao baixo nível hormonal, dosagens de testosterona mostrando níveis baixos e alterações compatíveis de outros hormônios responsáveis pela regulação dos testículos.

Bibliografias consultadas:

MOLLEA, Ana Carolina M. et al. Fatores psicofisiológicos na terapia de reposição hormonal em homens. Ciências & Cognição, v. 3, p. 04-09, 2004.

FERNANDES, César Eduardo et al. Síndrome de insuficiência androgênica: critérios diagnósticos e terapêuticos. Archives of Clinical Psychiatry (São Paulo), v. 33, n. 3, p. 152-161, 2006.

SÁ, Emmanuela Quental Callou de et al. Testosterona sérica e doença cardiovascular em homens:[revisão]. Arq. bras. endocrinol. metab, v. 53, n. 8, p. 915-922, 2009.




Fonte: Envelheci e agora

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