Novo estudo propõe mudar a definição do mesentério, antes considerado apenas como uma série de estruturas separadas

Um pesquisador da Universidade de Limerick, na Irlanda, revolucionou a anatomia ao propor em estudo (publicado na revista científica The Lancet Gastroenterology & Hepatology) que o mesentério seja classificado como um órgão dentro do corpo humano.

O estudo foi publicado em novembro de 2016, mas a partir de janeiro de 2017 o principal livro de anatomia humana, o Anatomia de Gray (não confunda com a série “Grey’s Anatomy“), escrito por Henry Gray e até hoje usado em faculdades de medicina, foi atualizado incluindo este novo órgão.

O novo órgão tem a forma de leque e é uma dobra do peritônio (o revestimento da cavidade abdominal), conectando o intestino com o abdômen. Anteriormente, acreditava-se que ele era uma estrutura complexa e formada por partes separadas, mas usando um microscópio o professor Calvin Coffey percebeu que na verdade ele é uma estrutura contínua e propôs classifica-lo, portanto, como um órgão.

No entanto, apesar de a anatomia e composição deste órgão estar clara para o cientista, ainda falta estudar qual é a função dele. Com isso, será possível perceber quando este órgão funciona incorretamente e caracterizar doenças.

A esperança de Coffey, que leciona a disciplina de cirurgia, é que este novo órgão traga uma nova luz às doenças abdominais e digestivas e até ajude a tornar as cirurgias nesta região menos invasivas e com menos complicações. No entanto, ainda há muito o que se estudar. Coffey acredita que este novo campo de estudo envolva não só a gastroenterologia e a coloproctologia, como também a neurologia.

O que sabemos sobre o mesentério?

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O mesentério é uma parte do peritônio e seus tecidos carregam artérias, veias, neurônios e glândulas linfáticas. Ele conecta essas estruturas do intestino com o restante do corpo. Atualmente sua função principal é manter os intestinos em seu devido lugar dentro do abdômen.

Ele normalmente é divido em duas partes: o omento, que circunda o intestino delgado; e o mesocólon, que envolve as diferentes partes do intestino grosso.

Hoje, já existem quadros de saúde ligados ao mesentério, como o desenvolvimento de cânceres neste órgão, principalmente no mesentério ligado ao intestino delgad. O principal sintoma destes casos são dores.

Existe também uma doença chamada isquemia mesentérica, em que há o estreitamento dos vasos sanguíneos da região, o que reduz o fluxo sanguíneo para o intestino, causando dores abdominais, náuseas e vômito. Se não for tratada, a doença pode trazer danos permanentes ao corpo.




Fonte: Minha Vida

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