Com um terço da população hipertensa e outro terço que nem sabe que possui a doença, o Brasil oferece um cenário desafiador aos farmacêuticos e demais profissionais de saúde. Extraídas da fala do professor da Faculdade de Farmácia da UFRGS Mauro Silveira de Castro, durante a mesa-redonda internacional “Doenças cardiovasculares no Brasil e em Portugal: panorama atual e atuação clínica do farmacêutico”, ocorrida nesta terça-feira, 08 de novembro, as informações acima indicam a importância de o farmacêutico estar atualizado nesse assunto e nas demandas que exigem o cuidado em saúde aos pacientes hipertensos.

Apresentando a experiência ambulatorial desenvolvida na UFRGS, Castro exibiu resultados que ajudaram a reduzir o risco cardiovascular de pacientes, salientando que o trabalho em laboratório foi viabilizado a partir da comprovação de efeitos constatados com essas intervenções. Para contextualizar a Hipertensão no Brasil, o professor mencionou, por exemplo, que as mortes por doenças cardiovasculares diminuíram 6% no país entre 2000 e 2010 em comparação com as décadas de 1980 e 90. Contudo, alertou ele, a doença hipertensiva aumentou, e, atualmente, de 28 a 30% da população brasileira possui esta enfermidade.

E para realizar o tratamento desses pacientes, Castro afirma ser preciso conhecer as variáveis ligadas à pessoa, em um processo no qual o farmacêutico deve procurar compreender as eventuais causas de não adesão. “É preciso observar problemas com a qualidade dos medicamentos, de acesso a eles, assim como de defasagem no conhecimento médico. A pessoa deve ser vista na integralidade”, resume o professor.

Créditos: Julian Schumacker
Fonte: Comunicação CRF-RS com republicação no CRF-PR.

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