A empresa farmacêutica francesa Sanofi fechou um acordo de colaboração com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para acelerar o desenvolvimento de uma vacina para zika.

O acordo com a Fiocruz vem na esteira de uma parceria entre a Sanofi e um instituto de pesquisa do Exército dos Estados Unidos (WRAIR) acertado em julho que deu à farmacêutica acesso a uma das vacinas em estágio de desenvolvimento mais avançado.

A Sanofi informou nesta quinta-feira (27) que agora as três organizações de pesquisa irão trabalhar juntas para “aumentar a probabilidade de desenvolver com sucesso e licenciar o mais rápido possível uma vacina segura e eficaz para o Zika”.

A companhia francesa saiu na frente das grandes farmacêuticas na pesquisa para uma vacina anti-zika, reflexo de sua perícia no desenvolvimento de vacinas contra os chamados flavivírus, como febre amarela, dengue e encefalite japonesa.

Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma emergência de saúde global por causa da conexão entre o vírus da zika e a microcefalia, uma malformação craniana, o que galvanizou os esforços para apressar a criação de uma vacina.

Se tudo correr bem, alguns especialistas acreditam que uma vacina pode chegar ao mercado em até dois anos.

“Faz todo o sentido para o bem da saúde pública que combinemos nossa perícia e nossos recursos sobre o Zika com a Fiocruz, e é ideal que ela esteja sediada no Brasil, onde se localiza o cerne da atual experiência de zika”, disse John Shiver, vice-presidente sênior de pesquisa da unidade de vacinas da Sanofi.

Os cientistas da Fiocruz devem ajudar em áreas como estudos pré-clínicos e clínicos, assim como no desenvolvimento do processo de vacinas e em outras questões técnicas.
Ainda que os surtos atuais na América Latina e no Caribe tenham terminado quando a vacina estiver pronta para uso, as pessoas que moram nestas regiões devem querer se proteger contra novas epidemias de Zika.

Dezenas de milhões de viajantes dos EUA e de outras nações ricas também poderiam se vacinar antes de visitar áreas de risco.




Fonte: G1

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