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O tempo da transição menopausal pode durar quase o dobro para mulheres que notam os primeiros sintomas com 45 anos ou mais jovens.

Transição da menopausa

Quando se trata de menstruação, muitas mulheres podem estar inclinadas a dizer, “Que venha logo a menopausa,” uma vez que já passaram a fase de gravidez e agora esperam se livrar dos períodos mensais.

Mas talvez não valha a pena ter tanta pressa.

Pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA) constataram que as mulheres nas quais a menopausa começa mais cedo geralmente experimentam também uma maior duração dos incômodos e dos sintomas de saúde que acompanham a transição.

As mulheres que têm menos de 45 anos quando começam a observar mudanças em seus ciclos mensais podem ter uma transição menopausal mais longa do que aquelas que começam a sentir os sintomas com 51 anos ou mais tarde. A duração da transição pode ser quase o dobro para mulheres mais jovens do que para aquelas que entram na transição mais tarde – em média 8,57 anos para as primeiras, contra 4,37 anos para as últimas.

“A duração da transição menopausal varia de apenas dois anos a até 8 ou 10 anos,” disse o professor Sioban Harlow, acrescentando que, nessa transição, os períodos menstruais começam a mudar, podendo se tornar mais ou menos frequentes, mais ou menos intensos, ou até mesmo não haver menstruação.

“Entender que a idade do início da transição menopausal influencia o tempo de sua duração pode ajudar as mulheres à gerenciarem melhor sua saúde, seus sintomas e planejarem os métodos de contracepção e cuidados preventivos,” completou Sioban.

Etnia e menopausa

Os sintomas da transição menopausal também incluem alterações de humor, suores noturnos e dificuldade para dormir. Háaacute; mulheres que sofrem de problemas emocionais, secura vaginal e diminuição do desejo sexual. Algumas pesquisas sugerem que, a longo prazo, as mulheres podem enfrentar perda óssea e alterações no risco cardiovascular.

O estudo avaliou a diferença de idade do início da menopausa em 1.145 mulheres, de quatro grupos raciais/étnicos: mulheres brancas, chinesas, japonesas e afro-americanas. A grande diferença que os pesquisadores acharam exclusiva entre os grupos foi que mulheres afro-americanas têm uma transição mais longa do que as mulheres brancas.

“Como a duração e a quantidade do fluxo menstrual aumenta significativamente durante a transição da menopausa, um período mais longo pode significar que as mulheres com miomas ou com sangramento uterino anormal podem estar tendo mais dificuldade em lidarem eficazmente com a perda de sangue,” disse Sioban. “Esta questão pode ser particularmente importante para as mulheres afro-americanos, que apresentaram transições mais longas e têm um risco maior de ter miomas”.

O tabagismo também foi associado ao início mais cedo de sintomas da menopausa e a uma duração mais curta, e a obesidade foi ligada a um começo mais tarde, mas sem diferença na duração.




Fonte: Diário da Saúde

 

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