Crise econômica. Levantamento da Kantar Worldpanel mostra que nos últimos 12 meses, até março, a frequência de compras do brasileiro recuou de 11 vezes por ano para 10,5 vezes.

Os reflexos da crise econômica já impactam a produção de creme dental no País. Além de uma demanda menor, a indústria de higiene vem notando maior interesse por embalagens mais econômicas, dizem especialistas do setor. Um levantamento da consultoria Kantar Worldpanel mostra que nos últimos 12 meses, até março, a frequência de compras do brasileiro teve queda de 11 vezes por ano para 10,5 vezes. Além disso, os consumidores buscam versões cada vez mais econômicas das pastas de dente, afirma a analista da Kantar, Marina Albuquerque.

“Ninguém pode deixar de usar creme dental, mas além de comprar menos, os consumidores também estão buscando itens mais baratos. As embalagens de 70 gramas, por exemplo, venderam mais durante nos últimos meses”, observa. Na visão dela, a tendência é que o brasileiro opte por produtos mais básicos, como aqueles que oferecem apenas proteção anticáries. “A categoria de branqueadores só melhora em relação às embalagens com mais de 180 gramas, porque o consumidor observa o custo-benefício de levar um produto que considera melhor em uma quantidade maior. Mas, de maneira geral, é um segmento que sofre bastante durante a crise”, explica a analista. Dados da consultoria apontam uma queda de 17,5% nas vendas de embalagens de 70 gramas dos cremes clareadores até março de 2016.

O gerente de marketing da Suavetex, Jonas Lima, revela que ao perceber essa mudança no comportamento do consumo, a fabricante dos cremes dentais Contente decidiu apostar mais nas embalagens econômicas. “Em uma economia que vai mal, os consumidores querem opções e por isso estamos oferecendo embalagens mais econômicas, como aquelas de 180 gramas”, disse. De acordo com a analista, o segundo semestre de 2016 será um pouco melhor. Mas ainda é cedo para definir quando o setor poderá retomar o nível de vendas de antes da crise econômica no País. “Já notamos alguma melhora, mas é pequena. Ainda levará tempo para voltarmos aos patamares de consumo vistos há uns quatro anos”, afirma Marina.

Nesse sentido Jonas Lima acredita que a Suavetex pode se destacar por se posicionar em uma categoria intermediária. “Nossa oportunidade está na crise, quando o público migra de uma marca para a outra. Oferecemos preços até 20% menores do que as marcas líderes, o que nos garante um bom desempenho dadas as atuais circunstâncias econômicas”, avalia. A Suavetex também produz itens para companhias como a Oral-B e a Dentil.




FonteDCI  (Título editado pelo blog)

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