Dormir mal é a receita para o desastre: além de acabar com o seu humor, muda a forma como as pessoas te veem.

Dormir mal é a receita para o desastre. Aumenta sua chance de ter doenças mentais, engorda, e te deixa até menos honesto. Além de tudo, não ajuda em nada na sua aparência e isso pode ter consequências ainda piores do que olheiras. Sua cara de sono faz com que as pessoas pensem que você é menos inteligente.

Quem diz isso é um grupo internacional de neurocientistas, que analisou dois aspectos físicos específicos: a abertura das pálpebras e a curvatura da boca. E descobriram que esses mínimos detalhes tem um impacto enorme na percepção que outras pessoas têm de nós.

As pessoas com maior abertura das pálpebras pareciam mais alertas e seus olhos pareciam maiores. Em estudos anteriores, já se sabia que olhos grandes, ao estilo princesas da Disney, já tornava as pessoas mais atraentes. No novo experimento, os cientistas avaliaram se isso afeta o quanto parecemos inteligentes.

Eles mostraram versões da mesma foto para voluntários, alterando levemente a abertura das pálpebras em cada edição. Os voluntários que viram o modelo com os olhos mais alertas deram notas mais altas para a inteligência do rapaz. Quando menor a abertura das pálpebras, menos inteligentes eles pareciam.

A sua carranca mal humorada por falta de sono também faz diferença na hora de parecer inteligente. Quando os cantos da boca estão curvados para cima, como num sorriso leve, os modelos também pareciam mais inteligente. Se os pesquisadores invertiam a curvatura da boca, mesmo em um nível quase imperceptível, os participantes já admiravam menos o intelecto da pessoa mostrada na foto.

Modelos mais vs menos inteligentes
Reprodução | University of St Andrews
A diferença é tênue: à direita, as pessoas que pareciam mais inteligente para os voluntários tinham os olhos mais alertas e a boca mais curvada para cima.

Independentemente do tamanho dos olhos, a abertura das pálpebras tem tudo a ver com quanto você dorme a noite e é um dos principais sinais de que o sono não está sendo suficiente.

A preocupação dos cientistas, porém, vai muito além da estética: no estudo, eles consideram que crianças que vêm de ambientes familiares mais atribulados e, com isso, tem uma qualidade pior de sono, podem passar para os professores uma impressão de menor potencial intelectual. O problema é que, segundo estudos interiores, crianças consideradas “menos inteligentes” são menos exigidas e menos estimuladas, e, no fim das contas, acabam indo mal na escola.




Fonte: Super Interessante

Anúncios