A preferência pelos medicamentos genéricos garante economia na hora da compra. Em relação aos remédios de referência, o preço médio é 35% menor. Entretanto, há estabelecimentos em Cascavel que conseguem vendê-los 50% mais em conta.
Conforme o gerente do CIM (Centro de Informações sobre Medicamentos) do CRF-PR (Conselho Regional de Farmácia) do Paraná, Jackson Rapkiewicz, dois fatores contribuem para a diferença de valores. “Os fabricantes não precisam investir em propagandas e em pesquisas de laboratórios para o desenvolvimento de princípios ativos, pois produzem medicamentos que já existem no mercado”, explica.

Todos os genéricos também fazem parte da política do governo federal que busca facilitar o acesso da população a produtos de qualidade, porém com valores mais baixos.

Embora haja receio de muitas pessoas em relação à eficácia de genéricos diante dos valores, o farmacêutico esclarece que não há motivos para essa preocupação.

“Para ser comercializado, ele precisa ter a mesma substância ativa do medicamento de referência, fórmula farmacêutica, concentração e via de administração. Os medicamentos também passam por testes em seres humanos para verificar se a absorção é semelhante”, ressalta Rapkiewicz.

Existem regras para a produção dos genéricos e uma patente que garante exclusividade de venda por 20 anos aos laboratórios. “O prazo começa a valer antes mesmo de o produto chegar ao mercado e ao se encerrar esse tempo, outras empresas podem comercializar a substância”, comenta o gerente do CIM.

É importante que já na consulta ao médico, o paciente busque informações para saber se há genérico para o remédio que foi receitado. “Se houver versões, o farmacêutico é autorizado a indicá-las. Entretanto, os remédios similares não podem substituir medicamentos de referência, pois nem todos passaram por testes”, ressalta o farmacêutico.

Fonte: O Paraná

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