Farmácia segura cuida dos seus resíduos

Beatriz LottPor: Beatriz Lott

Farmacêutica CRF/MG 12.202
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A preocupação com o meio ambiente deve estar na pauta do dia sempre. Isto vale para todos, pessoas físicas e jurídicas, organizações públicas e privadas! Cada um tem sua responsabilidade.

Destinar corretamente os resíduos gerados minimiza o impacto no meio ambiente, aumenta a segurança de todos e promove saúde.

Farmácias têm que seguir as diretrizes do Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, determinadas nas resoluções 306 da ANVISA e 358 da CONAMA (1) (2). Estas legislações determinam cuidados específicos para cada tipo de resíduo gerado. Eles vão desde a geração (quando se acaba de fazer uma injeção) até as etapas finais, quando o resíduo é tratado e nem mais se encontra dentro da farmácia (por exemplo, quando passa por incineração).

Segundo o CDC (Centers for Disease Control and Prevention), 40% dos acidentes acontecem após o uso e antes do descarte de perfurocortantes (3). Por isto, neste artigo eu vou concentrar a atenção nos cuidados que devemos tomar desde o término de uma injeção até o momento em que a seringa é depositada no coletor.

Listas ajudam muito, certo?

Organizam as idéias e ajudam na lembrança. Por isto, criei duas. Uma com detalhes e explicações (logo abaixo, aqui no artigo). A outra é bem resumida, mas muito visual. Lembretes rápidos mesmo. Conselho amigo: imprima e deixe bem visível na sala de injetáveis.

folheto descarte amarelo
Folheto para sinalização na sala de injetáveis.

Após o término de uma injeção, o descarte dos perfurocortantes deve ser feito:

  • Imediatamente. Quanto mais tempo a seringa usada estiver em suas mãos, maior o risco de acidente.

Então logo que retirar a seringa do local da injeção ative o dispositivo de segurança (recomendado pela NR 32).Para isto, sempre siga a recomendação do fabricante e confirme o acionamento através dos sinais auditivos e visuais apresentados. Estes dispositivos praticamente eliminam o risco de contato com a agulha (3).

  • Por quem gerou o resíduo. O profissional que faz a injeção é o responsável pelo descarte (4). Trata-se de uma responsabilidade legal!
  • No coletor de perfurocortantes.

São normas para este coletor:

  1. estar o mais próximo possível de onde se faz o procedimento,
  2. estar dentro de um suporte exclusivo,
  3. estar em altura que permita a visualização do bocal (da abertura),
  4. ser rígido, resistente à punctura, ruptura e vazamento, com tampa, identificados,
  5. ter limite de enchimento que fica a 5 cm do bocal (abertura),
  6. atender à NBR 13.853/1997 da ABNT,
  7. é expressamente proibido o esvaziamento para reaproveitamento (1).
  • Apenas o que perfura e/ou corta. Sim, dentro dos coletores de perfurocortantes deve-se descartar apenas o que tem estas características. Papel toalha, algodão, embalagem tem destino diferente (lixeiras com tampa, pedal e sacos plásticos). Este cuidado evita sobrecarregar os coletores, além de reduzir custos desnecessários.

As agulhas devem ser descartadas juntamente com as seringas (1). Lembra desta recomendação? Ela está entre as 7 condutas infalíveis que evitam acidentes com perfurocortantes.

  • Com bastante atenção. Sempre descarte a seringa com a agulha voltada para baixo. Evite colocar as mãos próximo da abertura e nunca dentro do coletor. Mantenha sempre contato visual com o material que está em suas mãos e com o coletor na hora do descarte.

O limite de enchimento do coletor deve ser sempre respeitado. Após cada descarte, observe o interior do mesmo, veja se há espaço para descarte seguro. Se preciso, substitua por um novo que deve ser montado seguindo as recomendações dos fabricantes. O coletor antigo deve ser manipulado pelas alças e sempre fechado.

Viu como é simples? Refrescou a sua memória? Se acredita que vai ajudar outras pessoas, compartilhe este artigo na sua rede de contatos!

Folheto para impressão em preto e branco. Acesse aqui!

  1. MS. RESOLUÇÃO-RDC Nº 306, DE 7 DE DEZEMBRO DE 2004 Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. In: ANVISA, editor. Brasília2004.
  2. AMBIENTE MDM. RESOLUÇÃO No 358, DE 29 DE ABRIL DE 2005 Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. In: AMBIENTE MDM, editor. BRASÍLIA2005.
  3. Rapparini C. Manual de implementação : programa de prevenção de acidentes com materiais perfurocortantes em serviços de saúde. São Paulo: Fundacentro; 2010.
  4. MTE. PORTARIA No 485, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2005 Aprova a Norma Regulamentadora no 32 (Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde),. In: MTE, editor. Brasília2005.



Fonte: Por: Beatriz Lott

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