Na farmácia não é necessária a presença de um médico, mas a do farmacêutico é indispensável. É ele o responsável por cuidar não apenas da organização do ambiente de trabalho, como também da produção, manipulação e seleção dos medicamentos. Tanto em hospitais como laboratórios, esse profissional pesquisa e controla a qualidade dos produtos que ajudam a melhorar a qualidade de vida das pessoas. No dia 20 de janeiro de 1916 foi fundada a Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF) e, em homenagem à data, por isso, todo ano no Brasil é comemorado o Dia do Farmacêutico.

Para atuar como farmacêutico, é necessário ter um curso superior em Farmácia. As graduações estão disponíveis tanto na rede privada como pública de ensino. Depois de formado, a remuneração costuma ficar entre R$ 2,5 mil e R$ 3,5 mil, ainda que não exista a regulamentação de um piso para a categoria. Apto a trabalhar em farmácias, hospitais, drogarias, laboratórios e distribuidoras, um profissional da área ainda pode controlar a qualidade de derivados do sangue, emitir laudos para a indústria de alimentos e ainda atuar como assistente de pesquisa médica.

Para exercer a carreira, é necessário ser registrado ao Conselho Regional de Farmácia do estado onde trabalha. Atualmente, o mercado está em grande expansão, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) e centros de pesquisa requerem cada vez mais assistência na área. Não é à toa que, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mais de 94% dos farmacêuticos formado contam com emprego no mercado de trabalho – realidade bem distante de outras profissões.

Perguntas comuns feitas ao farmacêutico – Apenas no Brasil, já são mais de 67 mil os profissionais registados ao Conselho Federal de Farmácia (CFF). São eles que auxiliam os pacientes a tomarem a medicação adequada e controlam a qualidade dos remédios produzidos. Também estão sempre prontos a responder as mais variadas dúvidas de quem vai em busca de medicamentos. Confira quais são duas das mais comuns:

O que diferencia drágeas, comprimidos e cápsulas?
Existem várias formas de se produzir um medicamento. Para determiná-la, é preciso levar em conta as condições de armazenamento e transporte, a estabilidade do medicamento, a aparência, o sabor do princípio ativo, a precisão da dosagem e por aí vai. É o farmacêutico quem decide, a partir de pesquisas, qual das três é a mais indicada para cada situação.

Por que as receitas médicas vêm em cores diferentes?
Elaborada pelo médico durante a consulta, a prescrição (ou receita) é um documento no qual constam o diagnóstico, o tratamento, a indicação de remédios e a orientação ao paciente. Ela deve ser interpretada pelo profissional da área de farmácia, que precisa encaminhar ou produzir os medicamentos.

A cor da receita serve como orientação aos farmacêuticos, facilitando a localização e indicando a natureza do remédio. Geralmente, a receita simples serve para analgésicos e remédios de tarja vermelha. A receita amarela é para drogas com risco de dependência, como anestésicos, anfetamina e de uso psiquiátrico. A azul indica possível dependência, enquanto a branca-carbonada é usada para recomendar antidepressivos, antipsicóticos e outros medicamentos que podem afetar o Sistema Nervoso Central (SNC).


Fonte: Terra (título editado pelo blog)

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