O título é rebuscado e para alguns até polêmico, mas nem tudo são flores em nossa profissão, isto é um fato tão trivial que não deveria causar tanta surpresa não é mesmo caro leitor?

Como profissão somos numerosos, historicamente participamos de maneira implícita ou explicita na trajetória antropológica. Como ciência milenar cartografamos nossa impressão e importância no grande teatro da vida.

De fato somos uma profissão antiga que com o decorrer da história recebeu variados nomes, entre eles apotecário, boticário entre outros, mas a essência sempre foi a mesma, nossa missão era e sempre será as dores amenizar e se possível curar.Para os que tem fé, e tem na bíblia do antigo testamento sua base, lemos que o trabalho do farmacêutico jamais findará (Eclesiástico 38)!

Mas ai vem o autor deste blog com o tema Profissão Farmacêutica: do Estigma ao Paradoxo! O nome pode parecer confuso, mas calma, vou explicar:

Estigma é uma ferida ou sinal deixando uma cicatriz. Podemos também pensar em seu contexto social na qual apresenta uma forte desaprovação de características ou crenças pessoais, que vão contra normas culturais. Estigmas sociais frequentemente levam à marginalização.

Paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é “o oposto do que alguém pensa ser a verdade”.

Agora que conhece os significados das palavras chaves do tema desta postagem, talvez possa imaginar o que quero dizer… Caso contrário, prossigamos nosso texto!

Relaciono a nossa profissão ao estigma pois muitos assim se sentem perante a vida e sua profissão, claro que não devia ser assim e todos sermos felizes e realizados realizando nosso labor em qualquer das mais de  70 áreas de atuação. Todos deveríamos aprender com a dor e as experiencias do passado, afinal, cicatrizes devem apenas nos lembrar do que aconteceu e o que aprendemos no processo… Em situações de crise que causaram experiências quase traumáticas como você processou a experiência? Se adaptou, foi criativo ou dominado pelo medo se escondeu de tudo e de todos para se proteger e evitar de nunca mais ter aquela experiencia ruim? O seu estigma é um troféu ou uma marca de vergonha?

Por outro lado cito o paradoxo para explanar a contradição ética, moral e comportamental que muitos vivem um momento ou outro em nossa carreira de profissionais da saúde confundidos com os colegas balconistas ou delegado a funções, pressões e salários que no mínimo

 

 

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