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Existem muitas causas de dor de cabeça, presumivelmente 316 – e a famosa enxaqueca é uma delas. A enxaqueca é o tipo de dor de cabeça mais complicado de diagnosticar, pois o diagnóstico geralmente não depende de exames, mas de uma boa conversa do médico com o paciente durante a consulta. Quanto mais detalhada for a anamnese, maior a possibilidade de um bom diagnóstico. Daí a importância de médicos familiarizados com a dinâmica das dores de cabeça. Aqui, o Dr. Abouch Krymchantowski, especialista em dor de cabeça do Rio de Janeiro, explica esse tipo inesquecível de cefaleia – a enxaqueca, que afeta cerca de 1/5 da população em algum momento da vida.

A maioria das outras dores de cabeça são sintomas de alguma outra doença. Uma vez diagnosticada e tratada essa doença, a dor de cabeça, que era sintoma, desaparece. Já na enxaqueca, a dor de cabeça não é sintoma de nenhuma doença. Ela é a própria doença! Trata-se de um desequilíbrio químico no cérebro, envolvendo hormônios e substâncias denominadas peptídeos. Esse desequilíbrio resulta de uma série de outros desequilíbrios neuroquímicos e hormonais, decorrentes do estilo de vida e hábitos do portador da doença, e também de uma predisposição genética. O resultado é uma série de sintomas, que podem ir muito além da dor de cabeça. Por sinal, existem crises de enxaqueca sem, ou com muito pouca dor. Geralmente porém, a dor de cabeça é o sintoma mais dramático da enxaqueca e sua intensidade, apesar de variável, na maioria dos casos é moderada a severa.

A dor pode ser latejante (pulsátil), em peso, ou uma sensação de “pressão para fora”, como se a cabeça fosse explodir. A localização da dor pode variar de crise para crise; raramente dói sempre no mesmo lugar. A dor pode ocorrer em qualquer lugar da cabeça, inclusive na região dos dentes, dos seios da face e da nuca, dando origem à confusão com problemas dentários, de sinusite e de coluna. Os demais sintomas da enxaqueca compreendem náuseas, vômitos, aversão à claridade, ao barulho, aos cheiros, hipersensibilidade do couro cabeludo, visão embaçada, irritabilidade, flutuações do humor, ansiedade, depressão (mesmo fora das crises) e lacrimejamento. Um indivíduo não precisa apresentar todos esses sintomas para ter enxaqueca. Normalmente apresenta alguns deles, em graus variados.

A duração de uma crise de enxaqueca é, tipicamente, de três horas a três dias, seguida de um período variável sem nenhuma dor. A frequência da dor é muito variável – desde uma única vez na vida, até todos os dias ou mesmo várias vezes ao dia, no caso da cefaleia em salvas, que acomete muito mais os homens.

Tratamento para a enxaqueca com remédios

Existem dois tipos de tratamento: o sintomático e o preventivo – cujo objetivo é o não aparecimento da dor. A terapia preventiva da enxaqueca visa corrigir o distúrbio bioquímico cerebral mencionado, através de remédios que atuam na “raiz” do problema, fazendo com que o cérebro passe a produzir e utilizar a quantidade correta das substancias químicas destinadas a manter o indivíduo sem enxaqueca. Há vários tipos de enxaqueca, e para cada tipo, um conjunto de remédios mais apropriados – dos sintomáticos aos preventivos. O médico deve ser consultado para a personalização do tratamento.


Fonte: ABC Farma

 

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