“Não faço o que gosto, mas gosto do que faço”. Essa frase é emblemática, e para mim tem vários sentidos e sentimentos implícitos, para outros ela se refere à carreira, o trabalho em si.

Vivemos numa sociedade que se deteriora cada vez mais, consumindo o que não se precisa e vivendo de ostentação.

Quase não há felicidade por si só, por alcançar o que se quer puramente, há sempre a comparação com o outro. Daí, que a grama do vizinho é sempre mais verde.

Gostar do que se faz é muito importante, mas fazer o que se gosta me parece o ideal, pois, assim, o prazer que terá será tão especial, que naturalmente a recompensa é gerada, social e economicamente. Porém, esse ciclo leva um tempo para se aperfeiçoar. Se por qualquer motivo não temos esse tempo, é difícil mesmo conciliar os interesses. Ai vem os frustrados de plantão se transformando nos profetas do caos! E como a cada dia vemos este personagens infiltrados na nossa rotina.

A filosofia e a psicologia tem um longo debate a respeito da liberdade e da não-liberdade, da possibilidade de escolher ou ser coagido pelas circunstâncias, porém podemos ver que a escolha profissional perpassa esta questão.

Se alguém não tem ou teve condições de fazer uma graduação, qual é a possibilidade dela gostar do que faz? Se alguém não sabe do que gosta, e ainda não se encontrou – pessoalmente e profissional – como poderá ter satisfação em sua carreira? Se alguém faz tudo apenas pela aprovação alheia, como poderá entender seus desejos?

Não pretendo responder também estas questões. Como as crianças, que são espantadas com o mundo, gostaria de continuar ao menos um pouco curioso, e espantado, e perplexo por encontrar tanta gente infeliz, indo trabalhar de 8 às 18:00.

“Fazer o que você gosta é liberdade. Gostar do que você faz é felicidade.”

Frank Tyger

Saudações Farmacêuticas e até a próximo post!

Alex Sandro Alves

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