Essa pergunta nos remete a entender o processo de vacinação, geralmente associado, erroneamente, às crianças.
Quando uma criança é vacinada corretamente, leva, geralmente, a proteção adquirida pela vacinação para a vida adulta. No entanto, quando há alguma falha de vacinação na infância, temos por conseguinte adolescentes e adultos desprotegidos, sendo que esses não se dão conta do perigo porque entendem que “vacinação é coisa de crianças”.
Ainda, há vacinas que requerem reforços periódicos durante toda a vida, como é o caso, por exemplo, da vacina contra a Difteria e Tétano.
Também temos que considerar que os calendários de vacinação foram se alterando com o passar dos anos. Muitas vacinas foram introduzidas ao calendário, fazendo com que muitos adultos e adolescentes não tenham sido contemplados com essa vacinação durante sua infância, chegando à adolescência e fase adulta sem as devidas proteções.
Por fim, há vacinas que os esquemas também foram alterados com o passar do tempo como, por exemplo, a vacinação contra o Sarampo, Caxumba e Rubéola. Introduzida  calendário de vacinação no início da década de 90, era realizada com apenas uma dose e, somente em 2004, foi introduzida a segunda dose da vacina. Hoje sabemos que para que uma pessoa possa se considerar efetivamente protegida são necessárias duas doses dessa vacina a partir de 12 meses de idade.
Sendo assim, podemos entender porque muitos adolescentes e adultos jovens não estão completamente imunizados contra essas doenças: ou porque não foram vacinados, ou foram com apenas uma dose. Ou ainda perderam suas proteções durante o passar dos anos, fato que não é comum com a vacina tríplice viral; desta forma temos um contingente de não protegidos que se acumulou com o passar dos anos e que não foram expostos aos vírus selvagens, exatamente por estarem vivendo em ambientes de baixa circulação desses vírus, em função de altas coberturas vacinais. Quando esses jovens se expõem a ambientes onde não há boas coberturas vacinais e esses vírus estão circulando mais amplamente acontecem os surtos dessas doenças, como vêm ocorrendo recentemente na Europa e EUA. No Brasil, o sarampo que estava em vias de ser completamente controlado, graças à vacinação. Porém nos últimos anos, vem se reapresentando. Nos últimos meses estamos observando o mesmo com a caxumba.
Sobre a Caxumba: é uma doença viral de transmissão respiratório através de contato direto ou secreções da pessoa doente, com período de incubação de 12 a 25 dias e de transmissão de 2 dias antes do aparecimento da Parotidite até 9 dias depois. Suas complicações são: meningite, surdez, e inflamação nos ovários (ooforite) ou testículos (orquite).
Como os adolescentes e adultos jovens devem se comportar?
Todos os adolescentes e adultos devem ter recebido duas doses da vacina tríplice viral durante a vida, após os 12 meses de idade. Todos aqueles que não as receberam devem buscar a vacinação, pois são considerados protegidos aqueles que receberam pelo menos duas doses da vacina durante a vida. Maiores de 50 anos, por terem passado por períodos de alta incidência da doença no Brasil, podem se considerar protegidos com apenas uma dose da vacina.

Fonte: SEGS

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