Mais de 70 profissionais de vigilância sanitária participaram nesta quarta e quinta-feira (29 e 30), em Curitiba, de uma capacitação sobre as novas exigências quanto à segurança do paciente em serviços de saúde. A intenção é reforçar as fiscalizações em hospitais, prontos socorros e demais unidades de saúde para garantir o cumprimento da RDC 36/2013 da Anvisa, que institui ações de segurança do paciente.

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De acordo com o chefe do Centro Estadual de Vigilância Sanitária, Paulo Costa Santana, os protocolos contidos na nova legislação trazem uma série de recomendações que impactam diretamente na qualidade do atendimento ofertado à população, tanto na rede pública quanto na rede privada.

“A partir de agora vamos verificar durante as inspeções de rotina se os serviços de saúde realmente estão atendendo as novas exigências. Por isso, chamamos as equipes regionais e municipais de vigilância sanitária para esclarecer o que deve ser cobrado no momento das fiscalizações”, afirmou Santana.

Entre os itens que serão averiguados estão a identificação adequada do paciente (desde a admissão até o momento da alta), a adoção de medidas preventivas contra quedas, e os protocolos indicados para higienização das mãos, cirurgia segura e administração correta de medicamentos. “Quem ganha é a população, pois a implantação dessas medidas reduz significativamente os riscos de incidentes e intercorrências durante o período de internação”, completou o chefe da vigilância sanitária estadual.

rdhNo Paraná, o conceito de segurança do paciente vem sendo trabalhado com os serviços de saúde desde 2011, com a criação do HospSUS – Programa de Apoio aos Hospitais Públicos e Filantrópicos do Estado. Para receber incentivos financeiros do governo estadual, as instituições que fazem parte do programa têm que manter ações específicas voltadas à proteção das pessoas em tratamento.

“Alguns hospitais compraram a ideia e ampliaram as ações para além do que era estabelecido pelo programa. Hoje temos o Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, classificado como um dos mais seguros para o paciente no Paraná”, informa a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas.

Nos últimos dois anos, a Secretaria Estadual da Saúde também promoveu diversos eventos para sensibilizar os serviços de saúde sobre a importância do cumprimento da RDC 36/2013. O foco foi prepará-los para esta etapa em que a fiscalização será intensificada em todo o Estado.

Segundo a representante da coordenação de Assistência Hospitalar do Ministério da Saúde, Luciana Yumi, a prática da segurança no cuidado com a saúde das pessoas é uma obrigação de cada profissional, de cada instituição. “É preciso se preocupar em não gerar outro dano além do que já levou o paciente para o hospital”, comenta.


Fonte: SESA

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