Dispositivos trazem mais segurança aos profissionais da saúde que lidam diariamente com agulhas em hospitais

Dados recentes do Ministério do Trabalho mostram que acidentes de trabalho no Brasil no setor da saúde aumentaram.

Acidente de trabalho pode acontecer em qualquer segmento da economia, mas em alguns setores ele é mais comum, como na construção civil, transporte de cargas e na saúde. Segundo os dados mais recentes do Ministério do Trabalho e Previdência Social, divulgados em maio de 2016, houve uma redução dos acidentes de trabalho entre 2013 e 2014: de 725.664 em 2013, o número caiu para 704.136 em 2014. No entanto, no setor da saúde, o número aumentou de 71.050 para 74.276 casos.

Não apenas por conta desses dados, mas também com base nas particularidades do segmento, há dez anos o Ministério do Trabalho e Emprego criou a Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde. A chamada NR32 estabelece medidas de proteção e segurança à saúde dos trabalhadores que atuam em qualquer serviço de saúde, e tem o objetivo de prevenir os acidentes de trabalho.

“Os hospitais que querem se tornar referência e conquistarem a preferência dos pacientes estão buscando acreditações que o diferenciem dos demais. Utilizar produtos com dispositivos de segurança é um desses diferenciais”, afirma Dra. Denise Franco, Coordenadora do Departamento de Novas Tecnologias de Sociedade Brasileira de Diabetes – SBD. Ela observa um movimento por parte dos hospitais de transmitir mais segurança tanto para o profissional quanto para o paciente. “Hospital é um ambiente onde há doenças e esta instituição precisa garantir um procedimento com cuidados extras para que um paciente não saia de lá com uma nova patologia. Ela lembra ainda que dispositivos safety garantem um descarte mais seguro.

De olho nesta tendência que tem a segurança como foco, a indústria vem se adequando a regulamentação da NR32 e lançando produtos com dispositivos de segurança. Um exemplo que já está disponível para atender profissionais que atuam em hospitais é a BD AutoShield™ Duo 5mm, da BD, empresa norte-americana de tecnologia médica. Primeira no mercado com dupla proteção e com tecnologia patenteada pela BD, a agulha tem 5mm e é utilizada em canetas para aplicação de insulina em pacientes diabéticos que estejam internados. O tratamento do Diabetes feito com canetas é mais seguro e tem se tornado cada vez mais popular. Além disso, as novas insulinas têm sido lançadas em caneta. No Brasil, em 2015, eram 14 milhões de diabéticos, segundo a International Diabetes Federation.

Resultado de imagem para BD AutoShield Duo™ 5mm

O desenvolvimento da BD AutoShield Duo™ 5mm nasceu a partir de uma demanda crescente por parte dos hospitais por mais segurança para seus colaboradores. A agulha possui acionamento automático nas duas extremidades, impossibilitando o contato do profissional tanto com a ponta que foi inserida na pele do paciente, quanto com a ponta que conecta a agulha à caneta. Com apenas 5mm, ela dispensa a prega cutânea, facilitando a aplicação. Para pacientes com fobia de agulha, ela é a opção ideal pois a agulha não fica exposta, nem antes da aplicação e nem depois. Pode-se destacar ainda mais duas vantagens: redução no risco de contaminação e impossibilidade de reuso da agulha.

Fonte: Revista Hosp

Cientistas descobrem como proteger o fígado do álcool

Os fãs do happy hour podem ficar aliviados: abusar do álcool continua fazendo mal, mas uma descoberta científica pode diminuir os riscos de problemas no fígado.

POR Ana Carolina Leonardi EDITADO POR Tiago Jokura

Se tem uma parte do corpo que sofre com os drinks do dia a dia, é o fígado. Para quem abusa da bebida, de pouco em pouco, o álcool leva o órgão a ficar inflamado e processar mal as gorduras, processo que pode acabar na famosa cirrose. Mas os cientistas encontraram uma forma de “reprogramar” o fígado que pode prevenir e tratar os danos causados pela bebida.

Os cientistas ainda não entendem completamente como a Doença Hepática Alcóolica se desenvolve. Uma das teorias era que de que o excesso de bebida alcóolica levava a uma queda nos níveis do antioxidante glutationa (GHS). Conforme a GHS no fígado diminuía, radicais livres eram produzidos em excesso (o que é chamado de estresse oxidativo) e o fígado saía prejudicado.

Só que, em um novo estudo internacional, pesquisadores japoneses e americanos chegaram a uma conclusão bem diferente. Eles fizeram um experimento com ratinhos geneticamente modificados. A manipulação do DNA levava os animais a produzirem só 15% da GHS encontrada no fígado de um rato normal. Depois, esses ratos passaram seis semanas consumindo álcool todos os dias.

Como esperado, o estresse oxidativo aumentou. Mas, para a surpresa dos cientistas, ele passou a exercer um efeito protetor em vez de piorar as condições de saúde dos ratinhos. Os animais com GHS baixa tinham fígados mais resistentes à acumulação de gorduras, um processo chamado de esteatose, que é um dos principais sintomas da doença causada pelo álcool.

A análise do experimento mostrou uma ligação da GHS reduzida com a ativação da enzima AMPK, que ajuda a regular os gastos de energia (e a queima de gordura) do organismo.

Os cientistas querem entender mais sobre a relação entre GHS, estresse oxidativo e gordura no fígado para criar medicamentos capazes de tratar a Doença Hepática Alcóolica e tentar diminuir os casos de cirrose e de morte causada pelo alcoolismo.




Fonte: Super Interessante

Entenda o papel fundamental do farmacêutico no tratamento contra o câncer

Gosto muito do site do Dr Felipe Ades, Médico Oncologista, pois encontro sempre muita informação segura sobre oncologia e compartilhada de forma clara, mas hoje encontrei um texto que me encheu de alegria: “Entenda o papel fundamental do farmacêutico no tratamento contra o câncer”. E a alegria foi em dobro, pois o texto é de uma Farmacêutica que admiro muito, a Patrícia Rennó, responsável pelo site Farmacêutica Curiosa.
Esta matéria foi uma fantástica contribuição da farmacêutica Patrícia Rennó, editora do site Farmacêutica Curiosa.” Link para ler o texto todo: http://migre.me/uCF4k”Estabelecer uma boa relação farmacêutico-paciente é fundamental para garantir a adesão do paciente e o sucesso do tratamento respeitando suas limitações, hábitos e motivação para cumprir o plano terapêutico, as terapias de suporte e complementares. O farmacêutico deve aconselhar e monitorar a terapia farmacológica, aconselhando o paciente com todas as informações necessárias quanto ao modo correto de usar e armazenar os medicamentos, alertando sobre os prováveis efeitos colaterais e interações com outros medicamentos, suplementos e alimentos, efeitos na gravidez e amamentação para seguir corretamente as orientações médicas, buscando encontrar e resolver de maneira sistematizada e documentada todos os problemas relacionados com os medicamentos que apareçam no transcorrer do tratamento. Sendo assim o paciente pode vir a ter uma maior sobrevida e melhor qualidade de vida.
Parabéns Patrícia Rennó pelo maravilhoso papel que vem desempenhando com o blog Farmacêutica Curiosa, levando informação segura para os futuros profissionais Farmacêuticos, assim como também para toda a sociedade.

Para complementar, compartilho um texto da Patrícia Rennó sobre o profissional Farmacêutico:

O Farmacêutico é um profissional completo, sua formação abrange várias áreas, tais como: física, matemática, muita química, muita biologia e conhecimentos específicos da profissão; isso o habilita a atuar nas áreas de medicamentos, análises clínicas e toxicológicas e alimentos; e, ainda conhecer necessidades e determinar cuidados para promover a saúde e a qualidade de vida dos pacientes – é a “Atenção Farmacêutica”, criada para identificar e orientar no uso adequado dos medicamentos. Além dessas, várias outras áreas de atuação ainda podem ser citadas como: indústrias de medicamentos, alimentos, cosméticos, fitoterápicos, reagentes e correlatos; drogarias e farmácias comerciais e de manipulação, homeopáticas e antroposóficas; educação e pesquisa; hospitais e clínicas; saúde coletiva e legislação e em empresas de biotecnologia e domissanitários.
Enfim, o profissional farmacêutico é um orientador da saúde e sua maior recompensa é ajudar o próximo, afinal, o uso inadequado de um medicamento pode comprometer vidas; o convívio com equipes multiprofissionais de saúde permite a aplicação de todo o conhecimento adquirido e a troca de experiências; a oportunidade de comandar seu próprio negócio, também é uma grande vantagem desse profissional.

Link: http://migre.me/uCFNk

O papel do Farmacêutico é extenso, eu escolhi usar os fundamentos da Atenção Farmacêutica para empoderar pacientes visando a melhoria da qualidade de vida destes. Não posso negar que ter uma doença crônica influenciou muito nessa decisão, mas também posso afirmar que desde a gradução a Atenção Farmacêutica me fascina.

Por: Alessandra de Souza




Fonte: Farmale

Os riscos alarmantes de do consumo de 10 medicamentos populares!

Seja para dor de cabeça, no estômago ou até mesmo para aquela indigestão após o almoço, se automedicar no Brasil é prática comum entre a maioria das pessoas- afinal todo mundo costuma manter em casa ou na bolsa uma pequena farmácia particular para qualquer contratempo. Óbvio que em alguns casos um comprimido pode salvar o dia e resolver o problema imediatamente, mas o perigo existe se a automedicação vira rotina e a pessoa já não consegue viver mais sem remédios para qualquer tipo de indisposição.

Em seu mais recente livro, “Tarja Preta – Os segredos que os médicos não contam sobre os remédios que você toma”, publicado pela revista Superinteressante da Editora Abril, Marcia Kedouk dedica um capítulo inteiro sobre o perigo real da automedicação. Ela alerta, por exemplo, que um despretensioso sal de fruta altera o pH do estômago e pode provocar até mesmo alcalose – que é quando o sangue e outros líquidos corporais se tornam básicos e sobrecarregam os rins e os pulmões.

A autora listou os efeitos indesejados de 10 medicamentos comuns e muito consumidos pelos brasileiros. Veja quais são eles:

1 – Tylenol

Princípio ativo: Paracetamol

Para que serve: Dor e febre

Efeitos indesejados: O paracetamol quando metabolizado pelo fígado se transforma em uma substância tóxica chamada de NAPQI, que normalmente é rapidamente eliminada pelo corpo. O problema é que em adultos doses a partir de 4 gramas por dia ou 1 grama de uma única vez podem sobrecarregar o fígado, causando assim lesões irreversíveis e em alguns casos até falência órgão. As superdosagens podem acontecer porque outros medicamentos também possuem o mesmo princípio ativo. E a mistura do Tylenol com um anti-inflamatório, por exemplo, pode provocar overdose acidental.

2 – Neosaldina

Princípio ativo: Dipirona, mucato de isometepteno e cafeína

Para que serve: Dor e febre

Efeitos indesejados: Os efeitos colaterais da dipirona agem diretamente no sangue, ou melhor, na diminuição da quantidade de células do sangue, como glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Outro alerta diz respeito ao risco de choque anafilático – reação alérgica grave que mesmo quem está acostumado a usar a medicação pode sofrer. Não à toa países como Austrália e Estados Unidos já proibiram o uso da dipirona. Marcia Kedouk ainda alerta que o uso indiscriminado de remédios comuns para dor de cabeça diminui a capacidade de o corpo liberar endorfina – o nosso analgésico natural.

3 – Dorflex
Princípio ativo: Dipirona, citrato de ofernadrina e cafeína

Para que serve: Dor principalmente muscular

Efeitos indesejados: Além dos efeitos colaterais da dipirona, a superdosagem da orfenadrina é tóxica e pode levar à morte. Boca seca, alterações nos batimentos do coração, tremor, agitação, delírio e coma são alguns dos efeitos em doses altas.

4 – Aspirina

Princípio ativo: Ácido acetilsalicílico

Para que serve: Dor e estágios leves de febre

Efeitos indesejados: Oito comprimidos de Aspirina são suficientes para causar choque cardiovascular e insuficiência respiratória – isso porque doses altas aumentam o risco de excesso de acidez no sangue e baixa acentuada de glicose.

Em diabéticos, o uso indiscriminado da Aspirina pode causar hipoglicemia – uma vez que essas pessoas já usam medicamentos para controlar a doença.

Combinada com outro anti-inflamatório ou álcool, o uso da Aspirina aumenta as chances de úlcera e sangramentos estomacais e intestinais severos.

5 – Salonpas

Princípio ativo: Salicilato de metila e levomentol

Para que serve: Dores musculares
Efeitos indesejados: Os efeitos colaterais de medicamentos aplicados na pele são mais raros, pois é difícil o organismo absorver o remédio. No caso da Salonpas, o risco existe se o paciente toma algum tipo de anticoagulante, medicação para diabetes, se é alérgico ao princípio ativi da Aspirina, ou ainda se tem sangramentos gastrointestinais ou problemas nos rins ou fígado.

6 – Eno

Princípio ativo: Bicarbonato de sódio, carbonato de sódio e ácido cítrico

Para que serve: Queimação no estômago

Efeitos indesejados: Dois envelopes de Eno contêm 1,7 grama de sódio – quase que a recomendação máxima diária de consumo que é 2 gramas. Ou seja, este simples medicamento pode ser uma bomba principalmente para quem tem pressão alta e problemas no coração.

O uso indiscriminado de Eno pode alterar o pH do estômago e, assim, sobrecarregar os rins e os pulmões. Além disso, o excesso de antiácidos, de uma maneira geral, pode reduzir a absorção de nutrientes e diminuir as defesas naturais do suco gástrico, aumentando assim os riscos de contaminação de alimentos.

7 – Omeprazol

Princípio ativo: Omeprazol

Para que serve: Dores no estômago principalmente as provocadas por lesões das mucosas

Efeitos indesejados: O Omeprazol age na diminuição do suco gástrico e seu uso por um longo período pode causar efeito-rebote, gerando assim o excesso de produção de gastrina.

Além disso, assim como os antiácidos, o uso frequente e sem acompanhamento médico do Omeprazol pode aumentar o riscoo risco de infecções e dificultar o organismo a absorver nutrientes. Seu uso por muito tempo pode provocar, por exemplo, a diminuição severa dos níveis de magnésio causando em alguns casos problemas cardíacos.

8 – Neosoro

Princípio ativo: Cloridrato de nafazolina

Para que serve: Desentupir o nariz

Efeitos indesejados: A nafazolina pode induzir a tolerância, efeito-rebote e até dependência psicológica. Seu uso frequente faz com que o corpo acostume com a medicação e exija uma quantidade maior do produto. Além de uma rinite medicamentosa, o Neosoro pode aumentar a pressão sanguínea e trazer problemas para o coração.

9 – Torsilax

Princípio ativo: Diclofenaco sódico, carisoprodol, paracetamol e cafeína

Para que serve: Dores musculares

Efeitos indesejados: Anti-inflamatórios de uma maneira geral podem atacar as mucosas do trato digestivo, causando assim náusea, vômito, diarreia, cólicas abdominais, sangramento gastrointestinais e úlceras.

10 – Amoxil

Princípio ativo: Amoxilina (antibiótico)

Para que serve: Infecções (combate de bactérias)

Efeitos indesejados: O uso indiscriminado de antibióticos pode levar a proliferação de bactérias resistentes, chamadas de superbactérias.




Fonte: Exame Abril (Titulo editado para o blog)

Interações Medicamentosas

Interação medicamentosa é o evento clínico em que o efeito de um medicamento é alterado pela presença de outro fármaco, de alimento, de bebida ou de algum agente químico. Constitui a principal causa de problemas relacionados a medicamentos. Portanto, é muito importante se informar sobre a utilização correta do medicamento com o médico ou farmacêutico.

O que são Interações entre medicamentos?

São as interferências que ocorrem quando dois ou mais medicamentos são administrados ao mesmo tempo, podendo causar a diminuição ou o aumento do efeito esperado, ou ainda o surgimento de efeitos indesejados.

Exemplos:

  • O efeito do anticoncepcional é reduzido quando consumido com um antibiótico.
  • A vitamina K inibe a resposta dos anticoagulantes orais.
  • O antiácido diminui a absorção dos medicamentos anti-inflamatórios (contra inflamações).
  • Os antibióticos, como a tetraciclina, têm seu efeito terapêutico diminuído quando engolidos com antiácido.
  • Anticoagulantes podem causar hemorragia se utilizados com alguns anti-inflamatórios, como o ácido acetilsalicílico.

IMPORTANTE:

Para evitar que um medicamento prejudique o outro, informe sempre o médico e o farmacêutico sobre todos os medicamentos que você estiver usando.

Quais os riscos no uso de Medicamentos com Bebidas Alcoólicas?

As associações entre medicamentos com bebidas alcoólicas podem levar a efeitos indesejados graves, inclusive com risco de morte.

O álcool tanto pode potencializar os efeitos de um medicamento quanto neutralizá-lo.

Tenha especial atenção no uso de álcool com os seguintes medicamentos:

  • Analgésicos, antipiréticos e anti-inflamatórios: pode causar perturbações gastrointestinais, úlceras e hemorragias.
  • Antidepressivos: diminui os efeitos, pode aumentar a pressão sanguínea.
  • Antibióticos: podem causar náuseas, vômitos, dores de cabeça e até convulsões.
  • Antidiabéticos: pode causar severa hipoglicemia (baixa glicose).
  • Anti-histamínicos, tranquilizantes, sedativos: pode intensificar o efeito de sonolência e causar vertigens.
  • Antiepilépticos: a proteção contra ataques epilépticos é significativamente reduzida.
  • Medicamentos cardiovasculares: pode provocar vertigens ou desfalecimento, bem como redução do efeito terapêutico.

Como os Medicamentos podem interagir com os Alimentos?

Em algumas situações, os medicamentos também interagem com alimentos. Essas interações podem comprometer seriamente o tratamento, potencializando reações adversas ou diminuindo os efeitos terapêuticos dos medicamentos, ocasionando diversos prejuízos à saúde do usuário.

Alguns exemplos:

  • O efeito da tetraciclinas pode ser anulado pela ingestão com leite.
  • Os anti-inflamatórios causam irritação no estômago, por isso devem ser administrados junto com as refeições.
  • Alimentos gordurosos favorecem a dissolução da griseofulvina (antifúngico), aumentando sua absorção.
  • A ingestão excessiva de açúcares em pacientes que fazem uso de antidiabéticos pode dificultar ou impedir a ação dos medicamentos.
  • Pacientes hipertensos (pressão alta) devem diminuir o uso de sal nos alimentos.

IMPORTANTE:

Prefira sempre tomar o medicamento com água, a menos que seu médico dê outra orientação.

OS Medicamentos podem ser utilizados junto com Plantas Medicinais?

Não. Nunca tome medicamentos com chás ou outros produtos a base de plantas medicinais, porque podem causar problemas sérios para o seu organismo.

Além disso, os chás em geral diminuem os movimentos do estômago, o que pode interferir no processo de absorção do remédio.

Exemplos :

  • O uso de medicamentos a base de Hipérico (Hypericum perforatum) junto a anticoncepcionais pode diminuir sua atividade favorecendo a ocorrência de gravidez indesejada.
  • O uso de Ginkgo (Ginkgo biloba) junto a varfarina ou ácido acetilsalicílico pode aumentar o efeito anticoagulante destes medicamentos, favorecendo a ocorrência de hemorragias.
  • O uso de chá ou infusão de feijão tremoço junto com medicamento antidiabéticos pode potencializar o efeito e causar queda brusca da glicemia (hipoglicemia), podendo levar a coma ou óbito.

IMPORTANTE:

Não use plantas medicinais junto com medicamentos sem informar-se antes com o médico ou farmacêutico.

Qual a relação entre o uso de Medicamentos e o trânsito?

Existem medicamentos que podem influenciar na capacidade de dirigir, afetar a coordenação motora, a percepção visual ou auditiva, o autocontrole, a percepção de perigo e o senso de responsabilidade.

Exemplos de medicamentos com risco sobre a capacidade de dirigir:

  • Medicamentos oftálmicos (utilizar nos olhos)
  • Tranquilizantes e sedativos (para os nervos)
  • Anti-histamínicos (contra alergias)
  • Antitussígenos (contra tosse)
  • Anestésicos gerais e locais
  • Anti-hipertensivos (para pressão alta)
  • Antidepressivos (contra depressão)
  • Neurolépticos (para problemas psicológicos)

Evite dirigir se for utilizar algum desses medicamentos.

INTOXICAÇÕES POR MEDICAMENTOS       

A intoxicação por medicamentos ocorre principalmente pelo seu uso acidental, em especial com crianças. Por isso, é muito importante armazenar esses produtos em locais seguros.

Há também outros casos de intoxicação:

Pelo uso do medicamento de forma incorreta ou abusiva; erro de prescrição ou de administração; automedicação; e até mesmo com uso dos medicamentos de forma correta.

Outra causa muito frequente é a tentativa de suicídio.

Os medicamentos são a principal causa de intoxicação no Brasil.




Fonte: Anvisa. e Farmacêutica Curiosa

Dinamarca: o primeiro país que, por lei, só terá agricultura biológica!

Resultado de imagem para dinamarcaA Dinamarca está a preparar-se para ter uma agricultura totalmente sustentável. Este é um dos projetos que o atual Governo tem intenção de pôr em prática: transformar a agricultura dinamarquesa em 100% biológica.

Resultado de imagem para agricultura organica

De acordo com o site http://www.agrozapp.pt, a primeira meta a ser alcançada até 2020 é a de se duplicar a quantidade atual de terra cultivada em modo de produção biológico. Atualmente, a Dinamarca já é o país com maior desenvolvimento e amplitude do comércio de produtos biológicos. E, em 2015, pretende investir mais de 53 milhões de euros para ampliar a agricultura biológica.

Ainda segundo o site, “a agricultura biológica na Dinamarca está à frente do seu tempo”. São já quase 25 anos de existência e aplicação de leis sérias de proteção à natureza, às águas, ao uso de defensivos e outros produtos agrícolas, sendo que 97% da população conhece o seu significado e importância. É um verdadeiro recorde, assim como o fato de que a despesa total de alimentos do país é composta por 8% apenas de produtos certificados. E, desde 2007, a exportação de produtos biológicos na Dinamarca aumentou em 200%.

A Dinamarca propõe-se hoje a trabalhar em duas frentes diferentes: uma delas visa aumentar a quantidade de terras agrícolas que usem agricultura biológica e a outra, estimular uma maior procura por produtos de origem comprovadamente biológica e sustentável.  Assim, serão privilegiados os produtores que quiserem investir na conversão das suas terras, da agricultura convencional para a biológica e biodinâmica e os projectos que visem o desenvolvimento de novas tecnologias para a promoção da sustentabilidade no campo. Neste contexto, já está em marcha a ocupação de áreas antes baldias, com produção de legumes sazonais de forma biológica.

Como primeiro objetivo, o país pretende oferecer às escolas, cantinas e hospitais, até 60% de alimentos de origem biológica. Atualmente essas instituições públicas nacionais servem 800 mil refeições por dia. A mesma política, de servir só refeições de origem biológica, já está a ser ampliada para os ministérios dinamarqueses nas suas cantinas. Na educação já está prevista uma reforma do sistema atual para incluir cursos de nutrição, alimentação saudável e agricultura natural.

Em suma, o país inteiro, com todas as suas instituições, “marcha junto para se transformar numa região livre de fitofarmacêuticos, onde a alimentação saudável é assunto de estado”.




Fonte: Ambiente Magazine

Cientistas descobrem analgésico que poderia substituir a morfina

Novo medicamento, chamado PZM21, não causaria dependência. Droga também não provoca problemas respiratórios associados a opioides.

Cientistas anunciaram na quarta-feira (17) uma droga sintética que neutraliza a dor de forma tão eficaz quanto a morfina, mas sem os efeitos colaterais que tornam os opioides tão perigosos e viciantes.

Os métodos de big data utilizados pelos pesquisadores também abriram um caminho promissor na inovação de remédios, segundo um estudo publicado na revista científica Nature.

Em experimentos com ratos, o novo composto ativou um caminho molecular conhecido no cérebro que desencadeia a supressão da dor.

Mas ao contrário da morfina e de outras drogas prescritas, como a oxicodona ou o oxycontin, o composto não ativou um segundo caminho que pode desacelerar ou bloquear a respiração normal.

A supressão respiratória causada por opioides resulta em cerca de 30 mil mortes por ano nos Estados Unidos, onde o consumo de opioides assumiu proporções epidêmicas.

A nova droga – nomeada PZM21 – não causou dependência nos ratos de laboratório, que ficam viciados em morfina e medicamentos analgésicos tão facilmente quanto os seres humanos.

A PZM21, segundo os pesquisadores, oferece “analgesia de longa duração acoplada à eliminação aparente da depressão respiratória”.

Uma terceira vantagem do novo composto, segundo eles, é que ele não causa constipação. Nos Estados Unidos, remédios que soltam o intestino bloqueado devido ao uso de opioides são anunciados na televisão.

O ópio e seus derivados são utilizados para diminuir a dor (e gerar sentimentos de euforia) há mais de 4 mil anos.

“As pessoas estão procurando um substituto mais seguro para os opioides padrão há décadas” , disse Brian Shoichet, professor da Escola de Farmácia da Universidade da Califórnia, em San Francisco, e um dos três autores sênior do estudo.

A maioria desses esforços tentaram ajustar a estrutura química da droga para eliminar os efeitos colaterais.

Shoichet e colegas da Universidade de Stanford, da Universidade da Carolina do Norte e da Universidade de Erlangen-Nuremberga na Baviera, Alemanha, fizeram uma abordagem radicalmente diferente.

Em direção à ‘droga perfeita’
Em vez disso, a equipe ficou no chamado receptor de opioide no cérebro, que desencadeia uma reação química que leva à supressão da dor quando ativado.

Apenas uma molécula que “encaixasse” com sucesso no receptor – como uma chave girando uma fechadura – iria funcionar.

Mas para evitar a dependência e a insuficiência respiratória, essa mesma molécula não deveria, como a morfina, encaixar com um segundo receptor que provoca essas reações indesejadas.

“Com as formas tradicionais de descoberta de drogas, você está trancado em uma pequena caixa química”, explicou Shoichet.

“Mas quando você começa com a estrutura do receptor que você deseja alcançar, você pode jogar fora todas essas restrições”, acrescentou.

Usando simulações de computador, os pesquisadores testaram três milhões de compostos disponíveis comercialmente – e um milhão de configurações possíveis para cada um – para ver quais se encaixavam melhor com o receptor.

Cerca de 2.500 moléculas passaram no teste. Depois de eliminar as que se assemelhavam muito aos opioides, sobraram 23.

E apenas um deles, mostrou uma análise mais aprofundada, ativou o “bom” caminho molecular sem desencadear o “mau”.

“Há pouca dúvida de que a triagem computacional baseada na estrutura vai acelerar o ritmo de descoberta de drogas”, comentou Brigitte Kieffer, professora do Departamento de Psiquiatria da Universidade McGill, na revista Nature.

A nova pesquisa, acrescentou, foi “um passo em direção à droga perfeita”.

A PZM21 ainda tem muitos obstáculos a superar antes de aparecer nas prateleiras das farmácias.

Primeiro, deve ser provado que a droga é segura para os humanos e eficaz em ensaios clínicos – um processo que normalmente leva até uma década.

Pesquisas futuras também vão ter de determinar se os ratos – ou pessoas – desenvolvem uma tolerância à droga, fazendo-a perder sua potência analgésica ao longo do tempo.




Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/08/cientistas-descobrem-analgesico-que-poderia-substituir-morfina.html